TRECHO DE ENTREVISTA DO POETA ANTONIO CÍCERO:
Em sua opinião um poema, a rigor, não serve para nada: ou sua leitura
recompensa a si própria ou não tem nenhum valor. Você diria que essa
afirmação se aplicaria às artes de uma maneira geral?
Sim. [Paul] Valéry [1871-1945] dizia que um poema devia ser uma festa do
intelecto. Penso que idealmente a apreciação de um poema enquanto poema
é uma festa não apenas do intelecto, mas da interação de todas as
nossas faculdades -razão, sensibilidade, sensualidade, emoção, senso de
humor, intuição- entre si e com nossa experiência, cultura, conhecimento
etc. Idealmente, o mesmo vale para a apreciação de todas as artes. Essa
festa já vale por si.
Fonte: http://antoniocicero.blogspot.com.br/
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