quarta-feira, 6 de março de 2013

SÃO PAULO: UMA CIDADE BONITA

‎"Acha São Paulo uma cidade bonita?
Sim. A beleza é a não beleza. Aprecio o cinza da cidade. Gosto de viajar, mas adoro voltar. Digo que, antes de ser brasileira, sou paulistana."
  (galerista Luisa Strina, de São Paulo, na Folhaonline)




Sim, concordo com ela.
A beleza de São Paulo não é a da natureza já feita como a do Rio de Janeiro, por exemplo.
Trata-se de uma beleza construída pelo homem, a partir de suas concepções estéticas.
Há uma crença de que para ser belo, um espaço tem que ser natural, feito pela mão de Deus, esses clichês todos que dão fotos ainda mais clichês de pores-do-sol, céu, montanhas. Que eu saiba, o Aterro do Flamengo, no Rio, belíssimo espaço emoldurado pela praia, Pão de Açúcar e céu de tirar o fôlego, foi uma construção humana que melhorou a natureza, embelezou-a ainda mais. Com Burle Marx e outros.
São Paulo tem a beleza de um espaço construído, moldado, organizado racionalmente. Tem os espelhos, e os vidros, e o cimento. Mas não vejo que ela seja tão cinza como dizem. As cores se espalham. Cores naturais e cores pensadas pelo homem.
A beleza de São Paulo é a não beleza. Um não à beleza já pronta. Um sim às possibilidades de o homem enfeitar um espaço.
(TEXTO: FRANCISCO CARVALHO)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ENQUANTO ISSO...TRISTE NOTÍCIA

Ao contrário da não ficção, romances e contos brasileiros não emplacam boas vendas

Basta uma rápida olhada nas listas de livros mais vendidos para notar dois cenários bem distintos no mercado editorial brasileiro.
A categoria de não ficção é dominada por livros nacionais, quase sempre ocupando os primeiros lugares.
Já entre os títulos de ficção, encontrar um autor brasileiro é como achar uma agulha em um palheiro.
O site "PublishNews", que monitora as vendas de 25% a 35% das livrarias do país, publicou um balanço de 2012 que ilustra bem a questão.
Entre os 20 livros de não ficção de maior sucesso no ano, há 14 títulos brasileiros (veja ao lado). Biografias do bispo Edir Macedo e do empresário Eike Batista e o manual de etiqueta da colunista da Folha Danuza Leão são os maiores sucessos da categoria.
Na seara da ficção, há apenas dois autores brasileiros entre os 20: Jô Soares e Luis Fernando Verissimo, ambos no fim da lista.
(...)Enquanto Companhia e Record dizem dividir seus catálogos brasileiros de forma equiparada entre ficção e não ficção, a Leya tem privilegiado este último.
"Simplesmente porque são poucos os autores de ficção que merecem publicação", justifica o diretor-geral da editora, Pascoal Soto.
Ele esteve envolvido em alguns dos principais fenômenos da não ficção dos últimos anos, como "1808" (quando Soto ainda atuava na Planeta) e a série "Guia Politicamente Incorreto" (já na Leya).
"Na não ficção, encontramos autores dispostos a atender à demanda do grande público. Eles escrevem de forma acessível. Já os romancistas escrevem para os amigos, para ganhar o Nobel de Literatura", alfineta Soto.

(Fonte: Folha.com, visualizada em 03/01/2013)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

TEMA DE REDAÇÃO DO ENEM - 2012


Os estudantes tiveram de escrever uma redação sobre movimento imigratório para o Brasil no século 21. Antes da prova, política e meio ambiente lideravam a bolsa de apostas.
No material de apoio à redação, os estudantes encontravam um texto do site da Polícia Federal sobre a imigração ilegal de haitianos. Um mapa mostrava o percurso deles de seu país até o Brasil. Em um quadro anexo havia a informação de que eles entram pelo Acre e depois viajam para grandes cidades, sobretudo São Paulo e Rio. Segundo a notícia da PF, mais de cem haitianos haviam sido encontrados no Estado do Norte - e não eram pessoas pobres, mas trabalhadores qualificados que fugiram por não encontrar emprego em seu país.
Outro texto, extraído do site do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), falava da vinda de bolivianos para o Brasil. Ele levava o título "Rota da costura", mas não mencionava que parte desses imigrantes vem para São Paulo trabalhar em condições similares à escravidão na indústria de confecções.
No enunciado da redação, a prova dava informações sobre o processo imigratório nos séculos 19 e 20. Citava a importância dos estrangeiros para a nossa economia naquela época, especialmente após a chegada de trabalhadores qualificados para as plantações de café. Por fim, apresentava o tema da dissertação.

Fonte: www.estadao.com.br - visualizado em 05/10/2012

domingo, 4 de novembro de 2012

CRAQUE NA REDAÇÃO DO ENEM DÁ DICA

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Segredo é ler, diz o nota mil na redação
Durante o ano em que frequentou as aulas do Cursinho da Poli, o estudante Adbo Carin Murad, de 20 anos, entregou uma única redação aos professores. Ainda assim, conseguiu tirar a nota máxima na dissertação do Enem 2011. O segredo para tamanho sucesso? “Leitura”, diz o jovem, sem hesitar. “Quem lê bastante escreve, fala bem e tem mais facilidade para expressar suas ideias. A leitura traz bagagem cultural”, afirma. Além disso, a cada semana, Murad se reunia com colegas para discutir temas em pauta. Após os debates, reunia argumentos prós e contras em um único texto. Mesmo que não oficialmente, ele fazia redações. Hoje o jovem cursa Ciência e Tecnologia na Universidade Federal do ABC. / CRISTIANE NASCIMENTO